D V C – Diligentia, Vis Celéritas, significa: Precisão Potência e Velocidade. (resolver a pista no menor tempo possível, com a maior pontuação). Este é o grande desafio, pois não existe uma pontuação máxima, você faz o seu limite.

COMO SÃO AS PROVAS

O IPSC usa alvos de papelão que devem ser perfurados com dois disparos, ou metálicos que caem quando atingidos. Trata-se de uma prova onde o resultado é apurado pela divisão dos pontos nos alvos pelo tempo gasto para atingi-los.

Uma competição é composta por vários “stages” ou pistas, onde são simuladas situações que devem ser “resolvidas” no menor tempo possível, mantendo-se entretanto a precisão. Habitualmente, os organizadores imaginam cenários hipotéticos ou simplesmente “teatrais”, muitas vezes divertidos, onde se deve simplesmente atirar muito rápido, com precisão e segurança.

Em tais pistas, podem ser colocados obstáculos a serem contornados de diversas maneiras: túneis, janelas, portas, paredes para serem escaladas. Os praticantes precisam correr, pular, deitar e movimentar-se de maneira que tornam o IPSC, antes de mais nada, divertido em sua prática.

Alvos múltiplos, alvos que se movem, alvos que reagem quando alvejados, penalidades ao alvejar alvos não permitidos misturados ou cobrindo parcialmente os outros alvos, obstáculos, movimento, táticas de competição, e, em geral, qualquer outra dificuldade que o desenhista de pistas invente se combinam para manter o entusiasmo dos atletas e o divertimento dos espectadores. As regras do IPSC incentivam a diversificação das pistas para evitar que o esporte fique restrito a um determinado tipo de pista. Inclusive, algumas competições possuem alvos escondidos que aparecem de repente sem que os atletas saibam da sua localização prévia.

SEGURANÇA: UM ITEM FUNDAMENTAL

Para que seja possível tanta movimentação, é preciso o acompanhamento rigoroso de um árbitro (Range Officer-R.O.) capaz de aplicar imediatamente as determinações de um regulamentos rigoroso, elaborado para permitir uma prática segura e igual para todos os competidores. Ao final de cada stage, o atirador tem sua arma inspecionada pelo árbitro, devendo mostrar a câmara vazia e acionar o gatilho fazendo o percursor bater livremente sobre a câmara.

O piso exigido é de terra ou brita, evitando ricochetes. Os alvos metálicos não são presos, cedendo ao serem atingidos e dissipando rapidamente a energia cinética dos projéteis, pois proporcionam um espetáculo visual movimentado com sua queda, informando imediatamente a plateia e os participantes quanto aos acertos do competidor.

COMO SÃO AS ARMAS?

As armas utilizadas são Pistolas nos calibres: 38 super (foto ao lado), 40, 45 e .380. Revolver calibre 38 e 45. As armas podem ser equipadas ou não dependendo da divisão em que se pretenda competir. Gatilhos mais leves, travas, carregadores com maior capacidade, compensadores, canos bull barrel, guias de mola mais pesados, alça de mira regulável, funil, empunhadura, etc… Para os Revólveres não se permite muitas alterações.

Cada tipo de arma compete em sua divisão específica. Esta é uma característica importante do IPSC: pode-se usar um simples revólver .38, uma pistola .380 ACP e participar das mesmas provas das armas mais incrementadas, só que disputando uma classificação separada.

UM POUCO DE HISTÓRIA

Em 1958, enquanto todos os competidores do Tiro Prático usavam o tiro instintivo com a arma na altura da cintura, Jack Weaver resolveu inovar em uma competição, usando as duas mãos, fazendo visada… e ganhando. E ganhou diversas provas, sem que ninguém o ameaçasse, até que os outros competidores decidiram parar de rir e adotar a nova metodologia. Mas só em 1970 o exército americano reconheceu a técnica.

No Brasil, alguns praticantes lembram que tudo parece ter começado em 1980, quando um delegado de polícia do Rio Grande do Sul fez o curso de Jeff Cooper e voltou disposto a ensinar o que aprendeu, com apoio de uma determinada indústria de armamento.

O QUE VEM OCORRENDO NO TIRO PRÁTICO?

No princípio do IPSC havia dúvidas diversas. O que seria mais rápido e preciso: empunhadura com uma ou duas mãos? Tiro com ou sem visada? É possível atirar rápido com armas de calibre maior, mais difíceis de controlar?

Hoje em dia, tem-se algumas respostas obtidas a custo de muita prática. Empunhadura dupla, massa e alça de mira no alvo e dedo no gatilho. O que se procura definir são as categorias de armas: standard para as mantidas com as características originais de fábrica, e open para as modificadas livremente. As federações têm uma categoria especial para pistolas .380 ACP, denominadas como Light e revólveres .38, que são sem dúvida a porta de entrada para o Tiro Prático, devido ao baixo custo e facilidade de aquisição.

As principais Armas utilizadas no IPSC são:

Pistola Open

A arma não tem limite de modificações e é uma verdadeira “formula 1”- calibre normalmente utilizados 38super, 9×23 ou 38 supercomp.

Pistola Standard

A arma deve ser original de fábrica, com pequenas modificações e deve caber dentro da “caixa” com carregadores – calibre normalmente utilizado .40 ou .45.

Pistola Modified

A arma não tem limites de modificações, mas deve caber dentro da “caixa” – calibre normalmente utilizado .40 ou .45.

Pistola Light

A arma é uma standard original de fábrica – calibre normalmente utilizado: .380 (não regulamentada pela CBTP apenas pelas Federações Estaduais).

Revolver

A arma é uma standard original de fábrica, com tambores de 6 tiros no máximo – calibres normalmente usados: .38 ou .45.

Damas

Pode participar com qualquer tipo de arma.

Junior

Categoria até 21 anos.

Sênior

Categoria com mais de 50 anos.

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